sexta-feira, 23 de junho de 2017

Linha do Pacífico

No Piaganismo, dentre as quinze linhas de culto da Corrente Colona, temos a Linha do Pacífico, que engloba panteões da Oceania, Havaí e ilhas do pacífico. A seguir, vamos conhecer um pouco sobre as divindades dessa linha.



CULTO MAORI

Ao. Deus da Luz e do mundo dos vivos.
Auahituroa. Deus de cometas e criador do fogo.
Impura-tiketike. Deus dos alimentos selvagens e das plantas não cultivadas.
Hine-nui-te-po. Deusa da noite e da morte.
Mahuika. Deusa do fogo.
Makeatutara. Guardião do submundo.
Maru. Deus da guerra.
Papatuanuku. Mãe terra, Deusa primordial.
Puhaorangi. Deus Celestial.
Punga. Deus de tubarões, lagartos, raios e todas as coisas assustadoras.
Ranginui. Deus pai do céu.
Rehua. Deus das Estrelas.
Rohe. Deusa do mundo espiritual.
Rongo. Deus dos alimentos cultivados pelo homem.
Ruaumoko. Deus dos Vulcões.
Tama-nui-te-ra. Deus do Sol.
Tangaroa. Deus do mar.
Tawhirimatea. Deus do tempo, trovão, relâmpago, vento, da chuva e das tempestades.
Tumatauenga. Deus da Guerra.
Tu-te-wehiwehi. Deus pai de todos os répteis.
Uenuku. Deus do árco-íris.
Whiro. Senhor da escuridão, personificação do mal.

CULTO HAVAIANO

Haumea. Deusa da fertilidade e do parto.
Hi'iaka. Deusa padroeira do Havaí.
Ka-moho-ali'i. Deus tubarão.
Kanaloa. Deus do mal, da morte e do submundo.
Kane. Deus da procriação. Ku.
Deus da força, da guerra e da cura.
Lona. Deusa da Lua.
Lono. Deus da fertilidade.
Namaka. Deusa do mar.
Nuakea. Deusa do leite.
Paka'a. Deus do vento.
Papahanaumoku. Deusa da criação.
Pele. Deusa do fogo, dos raios, dos ventos e dos vulcões.
Poli'ahu. Deusa da neve.
Ukupanipo. Deus tubarão.
Wakea. Deus do céu.

Deusa Havaiana Haumea


CULTO AUSTRALIANO

Bahloo. Deus da Lua.
Baiame. Deus criador, pai do céu.
Daramulum. Deus do céu e protetor dos xamãs.
Dirawong. Deus criador.
Gnowee. Deusa solar.
Julunggul. Deusa serpente da fertilidade, associada ao arco-íris.
Karora. Deus da Criação.
Wagyl. Deus dos rios, lagos, nascentes e da vida selvagem.

Divindades Filipinas

CULTO FILIPINO

Dentro da Linha do Pacífico, o culto filipino é particularmente o mais complexo, pois engloba diversos panteões, cada um originário de uma etnia específica, com dezenas de deuses próprios. A seguir, vamos conhecer algumas das divindades (Diwatas) das ilhas filipinas, organizadas conforme grupos étnicos dentre os quais seus cultos se originaram.



Divindades cultuadas pela etnia Tagalog (maior grupo etnolinguístico das Filipinas)

Bathala. Deus criador do homem e da terra.
Amanikable. Deus dos caçadores, associado também ao mar e as tempestades ferozes.
Idiyanale. Deusa do trabalho, esposa de Dimagan.
Dimagan. Deus da boa colheita. Marido de Idiyanale.
Lakapati. Deusa da fertilidade, dos alimentos e da prosperidade. Esposa de Mapulon. Teria presenteado a humanidade coma agricultura.
Mapulon. Deus das estações, marido de Lakapati.
Mayari. Deusa da Lua, uma das três filhas de Bathala com uma mortal.
Tala. Deusa das estrelas, uma das três filhas de Bathala com uma mortal.
Hanan. Deusa da manhã. Uma das três filhas de Bathala com uma mortal.
Dumakulem. Ágil e forte guardião das montanhas, filho de Idiyanale e Dimangan.
Anitun Tabu. Deusa inconstante que personificava o espírito do vento e da chuva. Filha de Idiyanale e Dimangan.
Anagolay. Deusa das coisas perdidas. Casada com Dumakulem, única descendente de Lakapati e Mapulon.
Apolaki. Deus do sol e padroeiro dos guerreiros. Filho de Anagolay e Dumakuem.
Diyan Masalanta. Deusa do amor, do parto e dos amantes. A mais jovens das divindades do panteão, filha de Anagolay e Dumakulem.
Aman Sinaya. Deusa do oceano e protetora dos pescadores.
Galang Kaluluwa. Deus alado viajante, padroeiro dos andarilhos e viajantes.
Haik. Deus do mar. Lakambakod. Protetor dos campos de cultivo em crescimento.
Lakambini. Deus de grande beleza, rege a pureza e os alimentos. Especialmente adorado por homens, que rezam para que o deus lhes conceda uma bela donzela para casar.
Lingga. Deus fálico do sexo e da fertilidade.
Ulilang Kaluluwa. Deus serpente.

Entidades Demoníacas Tagalog:

Sitan. Gênio do pecado e da destruição, entidade demoníaca que liderava quatro agentes do mal, listados a seguir.
Manggagaway. Entidade feminina que provocava as doenças, utilizava uma varinha mágica com a qual matava as pessoas.
Manisilat. Demônia encarrecada de destruir famílias.
Mangkukulam. Gênio masculino que provoca destruição através do fogo.
Hukluban. Entidade feminina que pode assumir diversas formas, tendo o poder de matar alguém apenas levantando a mão. É representada como uma velha.

Divindades adoradas pelo povo Bicolano

Languiton. Deus dos céus e do firmamento infinito.
Tubigan. Deus da água e do oceano celestial.
Gugurang. Deus supremo e protetor do fogo sagrado, habita o Monte Mayon (vulcão). Quando as pessoas seguem por caminhos errados, ele faz com que o vulcão entre em erupção, como forma de aviso. Os antigos bicolanos realizavam um rito chamado "Atang", para apaziguá-lo.
Asuang. Deus do mal, que tenta roubar o fogo sagrado de Gugurang.
Okot. Guardião da floresta, da caça e dos animais.
Onos. Deus das tempestades e inundações.
Haliya. Deusa do luar, cultuada especialmente por mulheres, que a celebram com danças rituais. Bulan. Deus da Lua brilhante. Representado como um garoto com grande beleza.
Magindang. Deus dos mares e governante de tudo o que é subaquático.
Bakunawa. Gigantesca divindade serpente do mar, que provoca eclipses.

Divindades Visayas (de um grupo central de ilhas das Filipinas)

Kaptan. Deus supremo que habita o céu. Pai de Lihangin. Maguayan (ou Magwayan).
Deusa do mar e da morte. Transporta as almas dos mortos para o submundo.
Lihangin. Deus do vento, filho de Kaptan e marido de Lidagat.
Lidagat. Deusa do mar, filha de Maguayan e esposa de Lihangin.
Likabutan. Deus do mundo, o mais velho dos quatro filhos de Lihangin e Lidagat.
Liadlaw. Deus do sol, segundo filho de Lihangin e Lidagat.
Libulan. Deus da lua, terceiro filho de Lihangin e Lidagat.
Lisuga. Deusa das estrelas. Filha mais jovem de Lihangin e Lidagat.
Adlaw. Deus do sol.
Alunsina. Deusa virgem dos céus do oriente.
Bangun Bangun. Deus do tempo e dos movimentos cósmicos.
Barangaw. Deus do arco-íris.
Bulalakaw. Divindade em forma de pássaro, causador de doença.
Burigadang Pada Sinaklang Bulawan. Deusa da vingança e da ganância.
Dalikamata. Deusa de muitos olhos, que promove a cura de doenças oculares.
Inaginid e Malandok. Divindade evocada para o sucesso na batalha.
Kan-Laon. Deus supremo, rege o tempo.
Kasaraysarayan sa Silgan. Deus dos rios.
Lalahon. Deusa do fogo, dos vulcões e da colheita.
Lubay-Lubyok Hanginun si Mahuyokhuyokan. Princesa divina que possui o dom de fazer poções de amor e controlar ventos suaves.
Luyong Baybay. Deusa das marés.
Magdang Diriinin. Deus dos lagos.
Maklium sa Tiwan. Deus dos vales e planícies.
Maklium sa Tubig. Deus do mar.
Malandok. Deus da guerra.
Munsad Buralakaw. Deus da política e dos assuntos dos homens.
Nagined, Arapayan, e Makbarubak. Trindade de deuses que poderia ser evocada na concepção de óleo ou poção venenosa.
Nagmalitong Yawa Sinagmaling Diwata. Deusa da luxúria, da sedução e do empoderamento, esposa de Saragnayan.
Pahulangkug. Deus das estações.
Paiburong. Deus do meio do mundo, mortal que foi divinizado.
Pandaki. Deus que concede um destino agradável, conforme merecimento.
Panlinugun. Governante do submundo, deus dos terremotos.
Ribung Linti. Deus dos relâmpagos e trovões.
Santonilyo. Deus das graças.
Saraganka Bagyo. Deus das tempestades.
Saragnayan. Deus da escuridão e da justiça.
Sidapa. Deus da morte, possui grande beleza.
Siginarugan. Deus do submundo.
Suimuran e Suiguinarugan. Deuses do submundo, onde habitam as almas dos falecidos.
Suklang Malayon. Deusa da Simplicidade, irmã de Alunsina.
Sumalongson. Deus dos rios e do mar.
Sumpoy. Deus da vida após a morte.
Tungkung Langit. Deus do mundo superior.
Ynaguinid e Macanduc. Deuses da guerra, das batalhas e dos venenos.

Divindades Tboli

Kadaw La Sambad. Deus do Sol. Esposo de Bulon La Mogoaw.
Bulon La Mogoaw. Deusa da Lua, esposa de Kadaw La Sambad.
Cumucul. Deus que possui, entre seus atributos, uma espada, um escudo e um cavalo mágico (Kaunting) que pode se tornar tão pequeno como um rato e, quando não está sendo montado, pode ser guardado em uma caixinha.
Sfedat. Divindade que rege as plantas e árvores. Casou-se com sua própria irmã, Bong Libun. Como o casamento não produziu filhos, Sfedat ficou desanimado e pediu que a esposa o matasse. De seu corpo surgiu a terra, de onde brotaram todos os tipos de vegetais.
Dwata. Divindade que deixou o céu e espalhou vegetais pela terra. Casou-se com suas duas irmãs, Hyu We e Sedek We. Segunda uma lenda, os primeiros humanos foram criados após Dwatta dar vida a bonecos de barro feitos pelas irmãs.
Litik. Deus do trovão.
Blanga. Deus das pedras e rochas.
Teme Lus. Deus dos animais selvagens.
Tdolok. Deus da morte.
Ginton. Deus da metalurgia.
Lmugot Mangay. Deus da vida e de todas as coisas vivas.
Fun Bulol. Deus das montanhas.
Bong Libun. Deusa esposa do próprio irmão, Sfedat. É mãe de filhos gerados com Datu Bnoling, seu irmão mais novo. Seus filhos espalham males e doenças pela terra.
Fun Knkel. Deus da febre, filho de Bong Libun e Datu Bnoling.
Fun Daskulo. Deus das doenças da cabeça, filho de Bong Libun e Datu Bnoling.
Fun Lkef. Deus dos resfriados, filho de Bong Libun e Datu Bnoling.
Fun Kumuga. Deus das doenças dos olhos, filho de Bong Libun e Datu Bnoling.
Fun Blekes. Deus das doenças de pele, filho de Bong Libun e Datu Bnoling.
Fun Lalang. Deus da calvície, filho de Bong Libun e Datu Bnoling.
Loos Klagan e La Fun. Casal de Deuses curandeiros, responsável por aliviar os danos provocados pelos filhos de Bong Libun e Datu Bnoling.
Muhen. Um pássaro sagrado que possui grande influência no politeísmo Tboli. É considerado um Deus do destino e seu canto anuncia maus acontecimentos. Qualquer iniciativa ou ação é suspensa ou adiada quando se ouve o canto do Muhen.

Divindades Ilokano

Buni. Simplesmente, Deus.
Parsua. Senhor da Criação.
Apo Langit. Senhor do Céu. (* Apo significa "Senhor")
Apo Angin. Senhor do Vento.
Apo Init. Senhor do Sol.
Apo Tudo. Senhor da Chuva.

Dentre os espíritos (Anito):
Mangmankit. Espíritos que habitavam as florestas e árvores.
Kaibaan. Anões que habitam os formigueiros.
Bagbagutot. Espíritos que habitam em arbustos.
Namagayak - Espírito do arroz.

Dentre as criaturas mitológicas, temos:
Katataoan. Gigantes.
Ansisit. Criatura cujo tamanho supera apenas o tamanho de um dedo.
Kaibaan. Anões com dois a três pés de altura.
Pugot. Espíritos ancestrais (Aetas) dos nativos, que escondem tesouros.
Kumao. Espíritos que sequestram e vendem crianças.
Aswang. Metade pássaro, metade animal.
Kapre. Espírito que vive em árvores antigas, fumando tabaco.

Divindades Kapampangan

Mangechay (ou Mangacha). A grande anciã, tecelã dos céus. Senhora da noite das estrelas que brilham.
Aring Sinukûan. Deus solar associado à guerra e a morte, ensinou aos homens a arte da metalurgia, marcenaria, cultura de arroz e a arte da guerra.
Apung Malyari. Deus da lua que vive no Monte Pinatubo (Filipinas) e governa oito rios.
Tala. Deusa estrela brilhante, que rege a cultura do arroz.
Munag Sumalâ. Conhecida como "A Serpente Dourada", é uma das crianças de Aring Sinukuan, representa o amanhecer.
Lakandanup. Filho de Aring Sinukuan. Rege a gula e o sol ao meio-dia.
Gatpanapun. Filho de Aring Sinukuan. Deus nobre que só conhecia prazer, seu nome significa "período da tarde" em linguagem Kapampangan.
Sisilim. Filha de Apung Malyari. Representa o anoitecer. Seu nome significa "início da noite", em linguagem Kapampangan.
Galura. Divindade alada, assistente de Aring Sinukuan. É representado como uma águia gigante e acredita-se ter poder de trazer tempestades.
Naga. Divindades em forma de serpente, conhecidos por serem guardiões. Sua presença em alguns locais e construções, funcionam como talismãs contra incêndios.
Lakandanum. Uma variante do Naga, conhecido por governar as águas.

Divindades B'laan

Melu. Deus supremo e criador. Possui a pele branca e dentes de ouro. É acompanhado por Fiuwe e Tasu Weh.
Sawe. Colocado no mundo por Melu, para aqui viver.
Fiuwe. Espírito que vive no céu, ao lado de Melu.
Diwata. Espírito que se juntou com Fiuwe para viver no céu.
Tasu Weh. Espírito maligno.
Fon Kayoo. Espírito que habita as árvores.
Fon Eel. Espírito da água.
Fon Batoo. Espírito das rochas e pedras.
Tau Dalom Tala. Espírito que vive no submundo.
Loos Klagan. Divindade temida, evitando-se até mesmo proferir seu nome, que por si só é considerado uma maldição.

Divindades Batak

Maguimba. Divindade que, em tempos mais remotos, vivia entre os mortais. Era provedor de tudo o que era necessário para a vida do povo Batak, assim como a cura para todas as doenças. Outro dom de Maguimba é a capacidade de trazer os mortos de volta à vida.

Diwata. Deus que recompensa as boas ações e está relacionado à providência, pois concede aos homens e mulheres tudo o que necessitam para viver bem. Um dos rituais dedicados a Diwata é denominado "SanBay", no qual o povo solicita suas bênçãos, pedindo por sucesso nas colheitas de arroz e mel. Numa praia, são construídas duas cabanas especialmente para a ocasião, e como oferenda, em uma das cabanas são depositados grãos de arroz e mel. Após orações realizadas pelo líder religioso, os fiéis se reúnem para comer, beber e dançar.

Angoro. Divindade do submundo. Habita em Basad, reino para onde vão as almas dos mortos. Ao desencarnarem, as almas são direcionadas para Lampanag (reino superior) ou são lançadas ao fundo de Basad, onde há fogo e água fervente.

Siabuanan, Bankakah, Paraen, Buengelen e Baybayen. Deuses menores, possuem grande força.
Batungbayanin - Espírito das montanhas.
Paglimusan - Espírito das pequenas pedras.
Balungbunganin - Espírito das árvores Almaciga (Agathis philippinensis).
Sulingbunganin - Espírito dos grandes rochas.

Divindades Palawan

Ampu. Divindade responsável por ter tecido o mundo. Também é chamado de "Nagsalad: O Tecelão". É o deus supremo do panteão Palawan. Ele é entendido como um deus presente, que tudo observa e tudo protege, mas que não pode ser visto. No cosmo, sua morada é chamada "Andunawan", enquanto que os mortais vivem em "Dunya" (a Terra).
Diwata. Deus benevolente que habita um mundo intermediário chamado "Lalangaw", entre o mundo dos Deuses e dos homens. Ele é o deus que faz intermédio entre os mundos.
Ampu Paray. Deus do Arroz.
Linamin (em Barat). A deusa dos ventos de monção.
Linamin (em Bulag). A deusa da estação seca.
Linamin (em Bulan). A criança do deus da lua.
Upa Kuyaw. Deus do Trovão.

Divindades Bukidnon

Magbabaya. Deus que governa todos, acima de todos os outros deuses e deusas menores, aos quais atribui tarefas específicas. Ele também é o deus do oeste.
Domalondong. O Deus que rege o norte.
Ongli. O Deus que rege o sul.
Tagolambong. O Deus que rege o leste.
Ibabasok. Deus que observa as lavouras de arroz, zelando pelo crescimento das mesmas. Recebe suas oferendas no meio dos campos de arroz.
Dagingon. Divindade adorada durante animada celebração que envolve músicas e danças, tendo duração de nove noites, durante o plantio e após as safras.
Bulalakaw. O espírito que vigia os rios e cuida dos pescadores.
Tumpaa Nanapiyaw (ou Intumbangol) - Sustenta a terra, noite e dia, para que o mundo não perca o equilíbrio e tudo "desmorone".

Divindades Isneg

Para os Isneg, o mundo espiritual é habitado por mais de 300 espíritos (chamados "anito") capazes de assumir diferentes formas.  Entre eles não é comum a crença em deuses que obedeçam uma hierarquia. Existem apenas espíritos que podem ser bons ou maus. A seguir, alguns deles.

Anlabban. Espírito que cuida do bem-estar geral do povo. É reconhecido como o protetor, especialmente dos caçadores.
Bago. É o espírito da floresta.
Sirinan. O espírito do rio.
Landusan. Espírito responsável por provocar a pobreza. Acredita-se que aqueles que sofrem com as maquinações desse espírito são amaldiçoados e, por isso, empobrecidos.

Na Mitologia Isneg, também há espíritos que ajudam os lavradores na colheita. Eles são conhecidos como Abad, Aglalannawan, Anat, Binusilan, Dawiliyan, Dekat, Dumingiw, Imbanon, Gimbanona, Ginalinan, Sibo e um grupo de habitantes do céu coletivamente conhecidos como Ilanit.

Alupundan. Espírito que faz com que os dedos dos ceifeiros fiquem dormentes e inchados.
Arurin. Quando os agricultores Isneg não compartilham sua produção, ela faz com que a colheita seja ruim.
Dagdagamiyan. Espírito feminino que causa doenças em crianças que brincam em lugares onde a colheita está sendo feita.
Darupaypay. Devora o arroz e grãos armazenados na cabana, antes que sejam transferidos para o celeiro.
Ginuudan. Espírito que mede os recipientes com arroz e faz com que eles diminuam.
Sildado. Espírito que assume a forma de um cavalo e mata crianças que brincam fora da casa, fazendo barulho.
Inargay. Espírito que mata pessoas durante o tempo de colheita. Em Inapugan, uma planta ritualística (Areca, uma espécie de palmeira) é ofertada para apaziguar Inargay. A esse espírito, também é recitada pelo fazendeiro a seguinte oração Isneg:
"Iapugko iyaw Inargay ta dinaami patpatay" (Eu ofereço este belo presente a você, Inargay, para que você não nos mate).
Alipugpug. Uma boa colheita é anunciada pela aparição de um pequeno redemoinho no campo. Segunda a crença, este redemoinho é manifestação do espírito de Alipugpug.
Pilay. É o espírito do arroz, a quem é ofertado um pudim de arroz. A oferta ritual de comida aos espíritos é chamada "pisi". A pessoa mais velha, responsável por executar a entrega, profere a seguinte oração:
"Ne uwamo ilay ta ubatbattugammo ya an-ana-a, umaammo ka mabtugda peyan" (Aqui, este é seu, Pilay, para que você alimente meus filhos completamente e fique a certeza de que eles estejam sempre satisfeitos).
Outro ritual do gênero é realizado diretamente nos campos onde a safra acontece. Esses alimentos ofertados não são consumidos pelos fiéis.

Divindades Tiruray

Minaden. Deusa criadora do mundo, irmã de Tulus (também chamado Meketefu e Sualla).
Tulus. É o chefe de todos os bons espíritos que dão presentes e favores aos seres humanos. Diz-se que Tulus corrigiu alguns erros na primeira criação do mundo e dos seres humanos.

Divindades Mangyan

Mahal na Makaako. O Ser Supremo. Deu vida a todos os seres humanos, apenas com o olhar.
Binayi. Proprietário de um jardim onde descansam todos os espíritos.
Binayo. É um espírito feminino sagrado, cuidador dos espíritos do arroz e plantações. Ela é casada com o espírito Bulungabon. Para garantir uma colheita generosa, rituais específicos são realizados em todas as fases do cultivo de arroz. Alguns desses rituais incluem o panudlak (rito da primeira plantação), os ritos de colheita (magbugkos) e o pamag-uhan, após a colheita.
Bulungabon. Espírito auxiliado por doze cães ferozes. As almas errantes são perseguidas por esses cães e, eventualmente, se afogam em um caldeirão de água fervente. Ele é o marido de Binayo.

Divindades Tinguianas

Bagatulayan. Ser Supremo e Criador do mundo, vive e governa o reino celestial.
Apadel / Kalagang. Divindade conhecida como guardiã e moradora das pedras sagradas chamadas "pinaing", que desempenham um papel importante no mundo espiritual do povo Tinguiano. De vários tamanhos e formas, as pinaing geralmente são encontradas em locais marcados como solo sagrado, muitas vezes sob árvores antigas, e são considerados os protetores de tais lugares e das criaturas que vivem nas florestas.
Kadaklan. É uma divindade subordinada a Bagatulayan. Ele é um espírito amigável que ensina o Tinguiano a orar, colher suas colheitas, afastar espíritos malignos e superar maus presságios e curar doenças.
Makaboteng (o que assusta). Espírito benevolente que habita refúgios naturais. É o guardião dos animais, especialmente dos veados e dos porcos selvagens.

Divindades de Talaandig

Magbabaya. Deus Supremo.
Anilaw ha Sumagda. Espírito de casa, o guardião da porta.
Dadagunan hu Suguy. Espírito de casa, protetor do jardim.
Diwata ha Manilib. Espírito de casa, responsável por vigiar as pessoas dentro da casa.
Diwata Pinatanlay. Espírito de casa, guarda a casa no cume do telhado.
Sinyuda Kahibunan. Espírito de casa, guardião do corredor.

Divindades Gaddang

Nanolay. Deus criador de todas as coisas, é um herói cultural. É descrito como uma deidade totalmente benevolente, nunca infligindo dor ou punição às pessoas. É responsável pela origem e desenvolvimento do mundo.
Ofag. Primo de Nanolay.
Dasal. A quem os guerreiros épicos Biwag e Malana rezaram por força e coragem antes de sair para a batalha final.
Bunag. Deus da terra.
Limat. Deus do mar.

Divindades Ifugao

Mah-nongan. Deus principal, senhor da vida e da morte, criador de todas as coisas. Apesar de Mah-nongan ter papel de destaque, os Ifugaos não consideram nenhuma das suas divindades como "suprema".
Ampual. Deus que concedeu animais e plantas às pessoas. Também rege o transplante de arroz. Ele é deus que sempre espera oferendas em troca de suas bençãos.
Bumigi. Senhor das larvas e lagartas, um dos onze seres importunados para acabar com as pragas de arroz.
Liddum. Considerado o principal mediador entre as pessoas e os outros deuses.
Lumadab. Tem o poder de secar as folhas de arroz, um dos onze seres importunados para destruir pragas de arroz.
Mamiyo. Tecelã dos fios. Uma das vinte e três divindades que presidem a arte da tecelagem.
Monlolot. O enrolador de rosca no fuso, uma das vinte e três divindades diferentes que presidem a arte da tecelagem.
Puwok. Controla os temíveis tufões.
Wigan. É o deus da boa colheita.
Yogyog e Alyog. Eles moram no submundo e fazem a terra tremer.

Divindades Ilongot

Abal. Ele e seu irmão Cain são criadores e guardiões de todas as coisas. Eles são benevolentes e seu particular cuidado é o das pessoas que vivem na Terra. Seus mensageiros são chamados Binangunan ou Cabuligian. Cain e Abal viajam de um lugar para outro. No começo, Caim e Abal moravam juntos no céu, mas eles discutiram e se separaram.
Cain. Criou todas as pessoas da montanha, incluindo o Ilongots. Ele lhes deu seus costumes, seguidos ao longo dos séculos.
Delan. A lua. É uma divindade benevolente que se reveza com Elag (o Sol) para dar luz. Mas, às vezes, eles discutem e Elag cobre Delan, o que ocasiona as diferentes fases da lua.
Elag. O sol. Os Ilongot o adoram, assim como a lua e as estrelas, porque trazem vida e crescimento.
Gemang. Guardião das bestas selvagens. Quando um grupo de homens está começando a caçar, eles acendem fogueira, pegam os cachorros e as armas e passam um a um através da fumaça. O último cão a passar pela fumaça é o líder da matilha. Depois de tirá-lo da fumaça, o dono escreve no rosto e esfrega a saliva pelas costas e os lados. Enquanto isso, ele fala e grita para Gemang, dizendo: "Não deixe nossos cachorros ficarem doentes. Pedimos que nos dê um de seus animais. Não tome a forma de uma fera selvagem para que os cães o persigam por engano. Deixe que os cachorros peguem uma besta, então nós vamos dar ofertas de comida e bebida, a você e sua esposa". Após esta cerimônia, o grupo começa com uma caçada bem-sucedida.
Lampong. Pastor anão dos animais selvagens.
Oden. Deus da chuva, eles o adoram por sua água vivificante.

Divindades Agta

Tigbalog. Manifestação da divindade criadora, é a fonte da vida e da ação.
Lueve. Manifestação da divindade criadora, cuida da produção e do crescimento.
Amas. Manifestação da divindade criadora, semeia sentimentos de piedade, amor, unidade e paz de coração.
Binangewan. Manifestação da divindade criadora, é responsável pela mudança, doença e pela morte.
Gutugutumakkan. O Ser Supremo.
Kedes. O deus da caçada.
Pawi. O deus da floresta.
Sedsed. O deus do mar.

Divindades Igorot
Kabunian. Divindade criadora dos homens.
Lumawig. Divindade criadora dos homens.

* Fontes de Pesquisa
Divindades Filipinas (LINK)
Philippine Folk Tales. Mable Cook Cole. Library of Alexandria, 1916 (LINK)
Hawaiian - Gods and Goddesses (LINK)
Maori - Gods and Goddesses (LINK)
Australian - Gods and Goddesses (LINK)

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